Ciclo da Vigilância Tecnológica


  • O Serviço Nacional de Aprendizagem SENA de Colômbia lança a Guia Prática InnoViTech de vigilância tecnológica para a inovação. Trata-se dum manual prático elaborado por membros da equipa de Rede TecnoParque Colômbia Nodo Rionegro do Sistema SENNOVA. O objetivo é ajudar aos interessados a melhorar a tomada de decisões e oportunidades de inovação com a incorporação de processos de vigilância estratégica e inteligência competitiva.

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Existe um consenso generalizado sobre as etapas que tem que seguir o processo de vigilância tecnológica, denominado ciclo de vigilância tecnológica e inteligência competitiva. No fundo, este pretende dar resposta a sete questões fundamentais (Degoul, P. 1992):

  • Qual é o objetivo da vigilância tecnológica e a inteligência competitiva?ciclo vigilancia tecnologica
  • Que devemos vigiar? Que tipo de informação procurar?
  • Onde é que posso localizar a informação?
  • Como tratar e organizar essa informação?
  • A quem comunicar a informação dentro da empresa?
  • Como promover o envolvimento de todo o pessoal?
  • Que recursos vamos destinar a este processo?

Para dar resposta a estas questões existem diversas propostas metodológicas que se articulam, normalmente, em ciclos de atividade. Estas identificam uma série de etapas gerais do processo de vigilância tecnológica que, de maneira consensuada, englobam actividades descritas na imagem adjacente (identificar, procurar, analisar, valorizar, difundir e orientar).

O trabalho primordial é: identificar e precisar o tema que se quer vigiar.

Para isso, identificam-se as necessidades de informação, as tecnologias a vigiar e os factores críticos de vigilância (FCV) para definir a estratégia de vigilância mais adequada para a organização, estabelecendo um roteiro com objectivos e responsabilidades vaveis a partir dos recursos humanos, materiais e económicos que a organização dispõe e decide dedicar ao processo. Deve conseguir-se implicar toda a organização.

Os factores críticos de vigilância são os aspectos chave a vigiar e determinam-se por cada actividade da corrente de valor da organização. Além disso, para precisar a pesquisa da informação, é recomendável acompanhar os FCV com descriptores, palavras chave, prioridades, horizonte temporal, etc.

O trabalho primordial é: desenhar e implementar a estratégia de coletânea da informação.

Para isso, definem-se os objectivos da pesquisa de informação e se elabora a estratégia para precisar as necessidades, localizar a informação e capturá-la de uma maneira organizada. Para o qual se realizam tarefas como: identificação de palavras chave, validação de especialistas, selecção de fontes de informação relevantes, formulação de equações de pesquisa e elaboração do corpus ou registos realizados.

Esta etapa requer combinar conhecimentos em vigilância e habilidades técnicas para o trabalho eficiente de ferramentas informáticas, bem como aprender e desenvolver concorrências digitais de apoio para gerir a "infoxicação" ou sobre-informação que emerge com a Net. Entre os recursos úteis disponíveis na net, pode-se utilizar: OBSERVA, um Meta-pesquisador em Ciência e Tecnologia, que oferece informação relevante sobre ciência, tecnologia e inovação produzida em Ibero-américa e organiza os resultados atendendo a fontes de informação estratégicas para a vigilância tecnológica, como:

  • Patentes.
  • Publicações e artigos científicos.
  • Grupos de investigação.
  • Ofertas e procuras tecnológicas.
  • Feiras e congressos.
  • Recursos educativos abertos.
  • Normativa e legislação.
  • Convocações e ajudas.
  • Projectos inovadores.
  • Boas práticas e casos de sucesso.
  • Contactos e colaboradores.

O trabalho primordial é: processar e analisar a informação encontrada para filtrar a que é relevante.

Para isso, combinam-se critérios de validação da informação obtida, técnicas análiticas de informação e ferramentas informáticas especializadas que ajudzm à equipa a seleccionar a informação relevante segundo os objectivos de pesquisa. Nesta fase, resultam de ajuda ferramentas como: mapas tecnológicos, software de patentes, gestores biblográficos, visualização de informação ou software integral de vigilância tecnológica.

O trabalho primordial é: elaborar produtos com os resultados obtidos.

Para isso, uma vez concretados os resultados e valorizada a sua trascendencia, se tem de gerar os denominados produtos de vigilância tecnológica. Estes são suportes de informação confeccionados com os resultados de informação obtidos do processo de vigilância tecnológica, e que conformarão o meio de divulgação destes dentro organização. Os mais relevantes costumam ser:

  • Boletim ou relatório de vigilância tecnológica.
  • Boletim de oportunidades tecnológicas.
  • Relatórios de prospectiva e tendências.
  • Estudos de patentes.
  • Seguimento do meio.
  • Etc.

O trabalho primordial é: disseminar os resultados do processo de vigilância tecnológica às pessoas com responsabilidades pertinentes dentro da organização.

Para isso, deve desenhar-se uma estratégia de comunicação interna eficaz e distribuída em toda a organização, que cubra as necessidades de informação do pessoal e utilize os meios de comunicação mais generalizados na organização, abarcando tanto os informais como os formais. Além disso, o processo de vigilância tecnológica tem de contemplar um espaço para a participação de estas pessoas, já que a comunicação é uma consequência dum procedimento levado a cabo dentro da organização.

O trabalho primordial é: apoiar o processo de tomada de decisões dos empregados na organização.

Para isso, a partir da divulgação dos produtos derivados de fazer vigilância tecnológica, deve-se promover a reflexão interna e colectiva da organização sobre as implicações tecnológicas, productivas e competitivas dos resultados obtidos. Trata-se de interpretar os resultados e propor possibilidades de actuação para servir de apoio ao processo de tomada de decisões contínuo na organização.

Esta última fase, evidência como ainteligência competitiva é a razão de ser de empreender um processo de vigilância tecnológica sistematizado e distribuído na organização.