Manuais


  • Nas sociedades contemporâneas as políticas de ciência, tecnologia e inovação constituem um instrumento estratégico com o que contam os países para apostar pelo desenvolvimento sustentável e a sociedade do Conhecimento.

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Avaliar a geração de novo conhecimento e a produtividade da atividade científica é uma tarefa complicada, já que propõe o repto de trabalhar com conceitos intangíveis, acumulativos e difíceis de quantificar em termos económicos. Com o propósito de solucionar este problema, existem organismos internacionais dedicados a elaborar manuais metodológicos. São diretrizes que permitem harmonizar conceitos e normalizar metodologias para garantir a validade da obtenção de dados estatísticos e a produção de indicadores validados e comparáveis internacionalmente.

Os manuais metodológicos servem ao resto de instituições e empresas como pautas para a elaboração de publicações e relatórios próprios sobre indicadores de Ciência Tecnologia e Inovação no seu território. As organizações mais destacadas são:

ricyt     eurostat     ocde

Os manuais metodológicos mais relevantes são:

Manual de Frascati. OCDE, 1963:

Trata-se da “Metodologia proposta para a definição da Investigação e Desenvolvimento Experimental” e foi desenvolvida por um grupo de especialistas de estatísticas de inovação e desenvolvimento (NESTI) dos países membros da OCDE. O seu conteúdo contribui às definições básicas dos conceitos utilizados nas atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e a sua publicação mais atual é a sexta edição em 2002. É uma referência considerada como “a guia internacional sobre normalização da tomada de dados estatísticos para a medida de investimentos em I&D” (Sancho, 2001). A partir deste manual, a OCDE tem editado outros conhecidos como a Família Frascati, os quais são revisados periodicamente.

Recomendação relativa à Normalização Internacional das Estatísticas de Ciência e Tecnologia. UNESCO, 1978:

Recomendação elaborada pela UNESCO que contribui uma visão ampla das estatísticas de Ciência e Tecnologia, contemplando as dimensões científico-tecnológica, cultural e educativa. Esta guia propõe um modelo estatístico destinado a proporcionar, para a cada Estado Membro, dados normalizados sobre o verdadeiro número de Atividades Científicas e Tecnológicas, incluindo: atividades de investigação científica e desenvolvimento experimental, ensino e formação científica e técnica e serviços científicos e técnicos.

Manual de Oslo. OCDE, 1995

Trata-se da “Proposta de diretrizes para a coleta e interpretação de dados sobre inovação tecnológica” e está editado conjuntamente pela OCDE, dentro da denominada “Família Frascati” e EUROSTAT. Representa a principal fonte internacional de diretrizes para a análise e recompilação de dados estatísticos em matéria de inovação tecnológica e também uma fonte básica para realizar estudos relacionados com o conjunto de atividades que propiciem a inovação tecnológica, como a transferência de tecnologia ou o papel que desempenham as universidades no sistema de inovação, os seus alcances, os tipos de inovação, etc. A última edição é de 2005.

Manual de Bogotá. RICYT

É o manual de referência elaborado pela RICYT e OEA para a Normalização de Indicadores de Inovação Tecnológica na América Latina e Caraíbas. Está inspirado no Manual de Oslo e propõe pautas para a normalização e construção dos indicadores de inovação tecnológica na região que garantam a comparação regional e internacional.

Manual de Santiago. RICYT, 2007

Proposta metodológica elaborada pela RICYT para a medida da intensidade e a descrição das características da internacionalização da ciência e a tecnologia dos países Ibero-americanos, tanto a nível nacional como das instituições e organismos que realizam tarefas de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&D).

Manual de Lisboa. RICYT, 2009

Documento elaborado pela RICYT no âmbito da Sub-rede de Indicadores da Sociedade da Informação. Trata-se de uma proposta metodológica denominada “Manual de Lisboa". Pautas para a interpretação dos dados estatísticos disponíveis e a construção de indicadores referidos à transição da Ibero-américa para a Sociedade da Informação", e pretende homogeneizar critérios e métodos empregados na região para a medida do desenvolvimento da Sociedade da Informação e o Conhecimento na Ibero-américa desde uma visão integral.

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